Clínicas LV

Tratamentos oferecidos

> Grupos de Educação Terapêutica (GETs)

> Tratamento psicanalítico individual

> Núcleo de Intervenção na Primeira Infância (NIPI)

> Acompanhamento escolar

> Acompanhamento Terapêutico

> Atendimento aos pais

> Atendimento fonoaudiológico

> Espaço da Amendoeira – Lugar de Vida

> O Clubinho


Grupos de Educação Terapêutica (GETs)

Os GETs seguem as mesmas bases do tratamento psicanalítico individual, mas a eles se acrescentam alguns princípios:

  • o encontro da criança com outras crianças pode “ensinar” mais do que muitas horas de contato com adultos;
  • o grupo pode oferecer uma heterogeneidade: ali estarão presentes crianças do espectro autista, mas também crianças com problemas de aprendizagem, com problemas de relacionamento, pobres e ricas, pequenas e grandes. Desse modo, estaremos oferecendo um grande campo de linguagem, cujo potencial terapêutico será explorado pelos profissionais ali presentes.
  • os grupos oferecem “focos” de trabalho, permitindo que as crianças circulem entre eles, podendo entrar e sair do grupo, sempre acompanhada por um terapeuta, já que muitas suportam mal a presença dos outros por muito tempo.

OS FOCOS

Jogos: atividades que envolvem o brincar, a movimentação em brinquedos de grande porte, corridas, jogos de pátio com regras simples, encenação de pequenas peças, aprendizado de músicas e escuta de relatos de histórias. Atividades de cooperação grupal para o desenvolvimento do laço social não estabelecido ou ainda de forma incipiente. Dentre essas atividades, destacam-se os ateliês de Música e de Culinária.

Escrita: oferecimento de atividades para o desenvolvimento do desenho, do grafismo e do traço que são a base para a alfabetização. Dentre essas atividades, destacam-se as pinturas, colagens, recortes e escrita espontânea. Com crianças já alfabetizadas, o objetivo é diagnosticar as dificuldades de alfabetização demonstradas por cada criança, propor um trabalho de alfabetização levando-se em conta essas dificuldades e realizar um levantamento de elementos para discussão da adaptação curricular a ser realizada tanto no grupo como na escola.

Serão ofertadas atividades que têm como eixo temático as diversas produções da cultura (festas folclóricas, datas comemorativas, calendário, entre outros) bem como visitas a museus, bibliotecas e espaços públicos relacionados aos conteúdos trabalhados no grupo.

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Tratamento psicanalítico individual

O tratamento individual segue os princípios do tratamento psicanalítico com crianças. Busca:

  • organizar ou reorganizar a imagem corporal que se encontra perturbada nos casos dos transtornos de desenvolvimento;
  • instituir ou enriquecer o mundo de fantasia e do brincar, que se encontra mecanizado ou empobrecido, mas é a necessária base para o desenvolvimento intelectual e social das crianças;
  • instituir o mundo das regras e das leis;
  • ordenar ou reordenar a relação da criança com o campo da linguagem, e conseqüentemente, a relação da criança com os outros ao seu redor.

O Lugar de Vida recebe também, para o tratamento psicanalítico individual, as crianças e adolescentes que não se encontram dentro do espectro autista, mas estão enfrentando problemas de aprendizagem, problemas na relação com os outros, ou se encontram classificadas nas categorias psiquiátricas dos TDAH, da depressão infantil ou dos TOCs.

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Núcleo de Intervenção na Primeira Infância (NIPI)

O NIPI é um espaço de cuidado, de escuta e de pesquisa dos processos ligados à constituição da subjetividade de crianças de 0 a 3 anos.

Este Núcleo atua em dois campos: Um campo clínico que trabalha com o que já é configurado como impasse ou manifestações que indicam dificuldades na constituição da subjetividade. São propostos atendimentos:

  • ao par pais-crianças;
  • atendimento em grupo de crianças;
  • grupo de pais;
  • acompanhamento com a equipe escolar;
  • acompanhamento com outros profissionais que atendem a criança.

O segundo campo refere-se aos objetivos de promover espaços de cuidados com a primeira infância. São oferecidos encontros para que pais, cuidadores, avós  e as crianças (de 0 a 3 anos) possam ter a ajuda de profissionais para falar sobre suas dúvidas sobre os cuidados com as crianças e sobre suas inquietações. Os profissionais também estarão atentos às crianças para ajudá-las nas suas relações com seus cuidadores com com as outras crianças.

 

 

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Acompanhamento escolar

Na grande maioria dos casos, as crianças com TGD precisam ir à escola regular.

O Lugar de Vida entende que a escola é uma ferramenta terapêutica, e propõe que se extraia o máximo proveito do potencial terapêutico presente em todo e qualquer ato educativo voltado para a criança em sua singularidade. Neste sentido, a educação é o grande coadjuvante do tratamento psicanalítico, ou seja, é o psicanalista que irá pedir ajuda ao educador, e não o contrário, como acontece atualmente.

A escola oferece mais do que a chance de aprender. Como alternativa ao desregramento psíquico das crianças com TGD, a escola, entendida como discurso social, oferece à criança as leis que regem as relações entre os humanos. Além disso, é uma instituição poderosa quando lhe pedem que assine uma certidão de pertinência: quem está na escola pode receber o carimbo de “criança”.

O Lugar de Vida oferece três modalidades de acompanhamento escolar:

  1. Acompanhamento à distância da criança na escola. Inicia-se no momento em que os pais a matriculam em uma escola por eles escolhida. O profissional do Lugar de Vida vai à escola, oferece um espaço de escuta e de interlocução com o professor e outros membros da equipe, mas não entra na classe nem intervém diretamente com a criança. É um trabalho de parceria entre a escola e a instituição de tratamento, com vistas ao planejamento das atividades de ensino e à construção de um projeto pedagógico que leve em conta a singularidade de cada criança.

  2. Acompanhamento de professores inclusivos por meio de reuniões mensais na sede do Lugar de Vida - Grupo Ponte. As reuniões abertas e ocorrem sempre na terceira terça-feira de cada mês.

  3. Parceria orgânica com a escola. Nessa modalidade, o profissional vai regularmente à escola, permanece no pátio, entra na classe, acompanha os movimentos, trabalha com a criança e ao lado da professora quando necessário. Discute, no final do dia, com a professora e a orientadora, as intervenções realizadas e as cenas vividas em conjunto.

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Acompanhamento Terapêutico

O Acompanhamento Terapêutico (AT) no Lugar de Vida tem como objetivo possibilitar ou ampliar a circulação social de crianças e adolescentes, que por alguma razão encontram dificuldades nesse aspecto.

Para muitas crianças e adolescentes com TGD ou outros modos de sofrimento psíquico, a circulação pelos espaços da cidade e o contato com outras pessoas são vividos como experiências invasivas e ameaçadoras, o que faz com que essas crianças quase não saiam de casa ou encontrem muita dificuldade em fazê-lo. Em vista disso e acreditando na importância da construção de laço social e da inserção social, o AT oferece a possibilidade de estar com a criança em lugares externos à instituição de tratamento, como a escola, parques, shoppings, ruas ou até mesmo em casa. Vale ressaltar que a configuração do acompanhamento será construída de acordo com os interesses, possibilidades de cada criança e do momento em que esta se encontra.

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Atendimento aos pais

Considerando a importância da participação dos pais na posição subjetiva e no projeto terapêutico educativo das crianças, o Lugar de Vida criou espaços e dispositivos para escutá-los e acolhê-los em diferentes perspectivas.

1. Cada criança e sua família terá um profissional da equipe, chamado de profissional referência, que será o elo entre as questões e demandas da criança e sua família e a construção de um projeto clínico particularizado na instituição. O profissional referência realizará encontros sistemáticos de escuta dos pais, bem como poderá ajudá-los nos contatos, indicações e interlocuções com outros profissionais que atendem ou poderão atender a criança (professores, médicos, fonoaudiólogos, etc).

2. O Grupo de pais, coordenado por um profissional do Lugar de Vida, configura um espaço de encontro semanal que facilita a circulação discursiva sobre as crianças, os profissionais e os pais, no qual estes poderão compartilhar suas dúvidas, obter alguns esclarecimentos, trocar informações e construir novas perspectivas a respeito da problemática e das propostas de atendimentos de seus filhos.

3. Os Eventos temáticos e sociais são ocasiões importantes para o encontro informal entre os pais, os profissionais da equipe e os convidados externos à instituição. Eles podem ocorrer através de palestras com temáticas diversificadas, exibição de filmes e outras atividades culturais. As festas comemorativas de aniversários das crianças, Páscoa, festas juninas, Natal, entre outras, também configuram momentos de compartilhamento social entre as crianças, seus pais, os profissionais do Lugar de Vida e convidados.

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Atendimento fonoaudiológico

O atendimento fonoaudiológico tem como objetivo intervir nas dificuldades de fala e linguagem das crianças atendidas na instituição. Pode ser realizado individualmente ou em grupo.

A oficina de cozinha é um dispositivo terapêutico grupal, coordenado por fnoaudiólogas, que trabalha com a montagem da cena de alimentação, visando intervir simultaneamente nos problemas de linguagem e de alimentação. Nesse trabalho, as crianças são convidadas a participar de todo o processo, desde a escolha, a preparação dos alimentos e seu cozimento até, finalmente, o momento de sentar-se à mesa para compartilhar uma refeição.

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Espaço da Amendoeira – Lugar de Vida

Espaço de brincar e de convívio para crianças de 0 a 3 anos, acompanhadas de seus pais ou qualquer responsável pelos seus cuidados. Um lugar para as famílias passarem o tempo juntas, as crianças se divertirem e se relacionarem e os adultos trocarem experiências e exporem suas dúvidas e questionamentos a respeito da maternidade e da paternidade.

A ideia é oferecer um ambiente agradável de sociabilização e de apoio familiar nos primeiros anos de vida da criança, a chamada primeira infância, durante a qual os laços afetivos são criados. Isso para que ela possa atravessar com segurança o caminho da singularização: aquele que a torna uma pessoa única.

Os encontros, que devem ser semanais, são acompanhados por um profissional do Lugar de Vida, que estará atento ao desenvolvimento psíquico da criança. Especial atenção será dada ao desmame, ao desfralde, ao caminhar, à conquista da linguagem verbal e corporal, à chegada ou partida de uma babá e à entrada na creche ou em uma escola.

A criança deve ser "respeitada, escutada, acolhida como um ser de desejo capaz de se exprimir" (Dolto, 1977). Esse é o princípio de reconhecimento de qualquer pessoa enquanto sujeito, que está na base desse projeto.

Esta ainda previsto, como parte do acompanhamento do desenvolvimento psíquico da criança, um encontro mensal com pais.


 

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O Clubinho

Durante muitos anos o Lugar de Vida reuniu crianças em grupos terapêuticos, acumulando assim uma experiência que permitiu perceber como as crianças ajudam umas às outras.

Essa experiência levou-nos ainda a propor outras formas de encontro entre as crianças, sempre visando propiciar trocas terapêuticas entre elas.

O Clubinho é uma dessas novas formas. Da ideia de “Clube” estamos extraindo uma proposta de encontro entre amigos nos quais se realizam atividades gostosas e “sem compromisso” de aprendizagem ou de obrigação de “ir-seriamente-para-um-tratamento-que-você-precisa-fazer-para-melhorar-seu-comportamento”.

Quando as crianças encontram seus amigos, muita coisa pode acontecer. Nós do LV queremos deixá-los juntos e ir acompanhando, reconhecendo, nomeando essas coisas que se passam entre eles. Ao mesmo tempo, vamos propondo, propiciando ou provocando as condições para que elas ocorram.

São coisas que só uma criança pode fazer com a outra, e que nós adultos não fazemos tão bem como uma criança. Brincar, ser o melhor amigo, rejeitar, brigar, identificar-se, mostrar caminhos diferentes para lidar com os conflitos, com o sofrimento, “trocar” sintomas e defesas entre si.

O encontro entre crianças é um encontro entre iguais, mas permite ao mesmo tempo fazer aparecer o que há de diferente em cada uma delas. O irmão e o colega estão no mesmo plano, mas essa pequena diferença obriga cada um a encontrar seu lugar próprio.

As crianças poderão fazer atendimentos terapêuticos individuais ou mesmo grupais no LV ou em outros lugares, mas seu encontro com outras crianças no Clubinho virá somar-se ao que ela faz nos tratamentos ou na escola, já que ali estará sendo tratado especialmente o laço de cada criança com seus semelhantes.

No Clubinho haverá uma média de 8 crianças por encontro. Eles ocorrerão duas vezes por mês, aos sábados pela manhã, e os pais precisarão nos avisar em que dias levarão seus filhos, para viabilizar o projeto. O encontro ocorrerá sempre com um mínimo de 4 crianças.

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